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quarta-feira, 19 de abril de 2017

● Faleceu em Belém, aos 82 anos, Edilberto Guerreiro, poeta oriximinaense, bancário aposentado

● SINGELA HOMENAGEM DE JACKSON VIEIRA A EDILBERTO GUERREIRO - Hoje Oriximiná esta de luto perdeu um filho ilustre desta terra tão amada, nascido e criado na sua bela cidade tem por Sobrenome Guerreiro este nome soa com pujança pelo legado que sua família tem neste Município desde sua independência de Óbidos tendo Sr Helvécio Guerreiro seu pai sido o primeiro a governar a ,princesa do Trombetas em 1935 seu Edil como era chamado por sua esposa prof. Inês Guerreiro fez seu trânsito final para encontrar seu pai no céu hoje aos 82 anos um homem simples, de família nobre tive o prazer de ter boas conversas com ele que muito gentil, sempre estava pronto a ouvir e dar sugestões de pesquisas, triste estou, perdi um grande amigo! (Jackson Vieira é oriximinaense bacharel em Serviço Social) – Leia um poema do poeta oriximinaense▼


RECORDANDO (Edilberto Cavalcante Guerreiro)

O século está no fim
O milênio se acabando
Vou deixar para a posteridade
O que ainda estou lembrando.

Os dias vão se passando
Sem a gente estar ligado
Quando para pra pensar
Vê que tudo esta mudado.

Alguma coisa ainda lembro
Da nossa passada Oriximina
Vou retroagir no tempo
E alguma coisa recordar.

A velha usina a vapor
A população alertava
Às 18 e 20 horas
Todos os dias apitava.

Na Praça de Santo Antonio
No Coreto, a se apresentar
Para todo mundo ouvir
A banda da cidade a tocar.

Grouxi tocava flauta
Corino o violino
Cajado o trombone
Pedro Leles o cavaquinho.

Miguel Maciel da Silva
Cajado o seu cognome
As festas só eram boas
Se lá estivesse com o trombone.

As melhores festas da cidade
Ainda nos deixa recordação
Zito Basílio proprietário
Do gostoso Salão do Pimpão.

Arranha Céu e Porta Larga
Sempre tinham burburinho
Eram casas de festa animada
Do Querubim e Osvaldo Marinho.

Com o apito das 18 horas
Todo mundo levantava
Ficava silencio absoluto
O Pai Nosso a gente rezava.

Na usina de eletricidade
Quem mandava era um só
Competente e dedicado
Era o Chico da Vovó.

Lucelindo como Prefeito
Sem paletó, no CRO não pôde entrar
Foi direto para a usina
E a luz mandou apagar.

Pedro Martins - delegado
Negro competente
Prendeu um famoso da cidade
Irado disse, seu preto renitente.

Marcos Teixeira- juiz
Seu problema sempre sentia
Com um caso mais serio
Tinha sempre disenteria.

O velho Manoel Guerreiro
Era o eterno navegante
Nas viagens mais distantes
Era sempre o comandante.

O Velho Periquitinho
Nas noites enluaradas
Saia pelas ruas da cidade
Cantando a saudosa Esmeralda.

Nas festas pela cidade
Ele não podia faltar
Com disposição e alegria
La estava o Paricá.

Mestre Alfredo e Mestre Pedro
Tinham toda liberdade
Eles construíram juntos
As casas da cidade.

O futebol era bom e gostoso
Ninguém deixava de assistir
Olimpio, Careca, Pedro Ribeiro
Raul, Claudio Feio e Every.

Joao Navarro e Rogaciano
Fala fácil e grande vivacidade
Deixavam sempre o suspense
Será que é verdade?

A inesquecível Poeta
Fazia muita palhaçada
Era o terror das crianças
Quando estava embriagada.

Na cidade tinha uma dupla
Que deixava todo mundo louco
Andavam pelos telhados das casas
“Vinte e Um” e “Diabo Solto”.

Os estudantes como sempre
Deixavam a professora maluca
Adelia, Maria Queiroz, Leonor
Alvina, Nazare e Biluca.

Maximino, Rosendo e Antero
Sempre o dia todo a trabalhar
Tinham a faxina diária
A cidade toda a limpar.

A Igreja tinha um zelador
Que em tudo metia a colher
Só andava engomadinho
Era chamado Antonio Mulher.

A tapioquinha e a broa
Eram coisas deliciosas
Preparadas com esmero
Pela alegre Tia Viçosa.

Quando o sol ia se pondo
A gente ia chegando pra lá
Pra casa da Tia Bita
E o gostoso tacacá tomar.

Maria Jose Martins - Tabeliã
Maneco e Luiz Azedo - carpinteiro
Mozar Rocha - fiscal
Joao Grande - marinheiro.

Valeriano- batedor de sino
Manoel Ribeiro - sapateiro
Zeze Colares - no correio
Zacarias - cozinheiro.

Teotônio - empresário
Salviano - carvoeiro
Ze Raul - carregador
Serafim e Fuluca – fazendeiro.

Balduino - curador
Maria da Paz - organista
Lessa gerente do Basa
Eluzio Carvalho – dentista.

Velho Rocha - farmacêutico
Barnabé - motorista
Geraldo Gato e Mendes - magarefe
Velho Neném – eletricista.

Zé Guerreiro e Biguru
Dupla infalível no domingo
Rapazes altos e magros
Eram o 11 no jogo do Bingo.

Onde hoje é a escadaria
Lá a lembrança vai
Era um trecho muito difícil
E era chamado de Cai-Cai.

A bela praia da cidade
De longe parecia canteiro
Toda família tinha lá
O seu privativo banheiro.

Dona Santinha – enfermeira
Nicolau Miléo e Ovídio - comerciante
Duca Silva - construtor naval
Romão Pita - comandante.

Maria José - Dona da pensão
Salomão e Chico Cordovil - comerciante
Ubirajara- coletor
Luiz Aládio - marchante.

Floriano, Rodolfo e Guido
Todos rezavam o breviário
Angélico, Cirilo e Elizeu
Todos foram nosso vigário.

Gualberta, Salomé e Calistra
Tinham muita liberdade
Simiona, Lucia e Terezinha
Eram irmãs de caridade.

Lauro, Guedes e Geraldo
Médicos e cirurgião
Dadico e Sinamor - comerciante
Hilário Lopes – escrivão.

Marcos da Cruz - construtor
Bandeira- telegrafista
Leôncio- agricultor
Pedro Gemaque – foguista.

Cazuza, Helvécio e Guilherme
Foram prefeitos e são irmãos
Pedro Guerreiro, seu primo
Dos Portos era o Capitão.

Braz Miléo e Pedro Oliva
De juta eram exportador
Nos grandes navios do Lloyd
Mandavam para o exterior.

Para as belas da cidade
Eram dirigidos os olhares
Geocy, Gracy, Dica Pontes Anaquino,
Eloila e Zezé Colares.

A visagem aparecia
Em determinado quarteirão
Era 0 modo de paquerar
Do pequenino Camarão.

Portugueses aqui estiveram
Com trabalho e dedicação
Fazendeiro e administrador
Chico Coelho e Adrião.

Vendia o melhor pão da cidade
No escuro, com luz de lamparina
Contava tostão por tostão
Era o famoso Carapina.

Os grandes barcos da cidade
Iracema, Venus, Brotinho,
Ipu, Cabedelo, Rio Trombetas,
Remo Confiança o faixa azul.

Bernardino - aguadeiro
Antônio Pretinho - calafate
Paulina- cozinheira
Olimpio Siqueira – alfaiate.

Odete, o gigante de ébano
Pedro Damasceno - capinador
Manoel Pires, o brutamonte
Gito Gito- lutador.

Miguel Sarges e Paulo Filizola
Eram da turma da pesada
Dona Izaura e Afonsina
Juntos, pesavam uma tonelada.

Para conquistar duas amigas
Rapidinho, rapidinho
Era convidar para um "trago"
Laurieta e Maria Toquinho.

Quatro ilustres senhores
Franzinos, porem sagico
Chico Martins, Teotônio
Lucelindo e Frederico.

Jacitara ilha ao lado
Santa Maria fazenda em frente
Se quiser peixe rápido
Ir ao Ururiá de repente.

Família Cansanção
Dirce, Dilza, Dilcia e Dircelha
O filho mais velho
Joaquim"três Pelha".

Valeriano fotógrafo ambulante
Com seu barquinho ai na beira
Quando prosseguiu viajem
No seu lugar ficou o Teixeira.

O contingente policial
Possuía um verdadeiro perito
Franzino porem importante
Era o soldado Expedito.

Ajudava o Ovídio no comercio
Era quem contava o tutu
Eram amigos inseparáveis
Walter Marinho e Cametaú.

No período da piracema
Do trapiche fomos5 pular
Um boto quase fora d’água
Quando o Mario Corino ia no ar.

O Mario queria voltar a todo custo
Quando viu o boto pegando o Jaraqui
Gritava a todo o pulmão
Para o Boto sair dali.

O Mario quase cai em cima do boto
Que deu uma rebanhada e se mandou
O Mario fez o seu melhor tempo
E num instante na beira chegou.

O banco da Vó Cota
Era muito requisitado
Era o ponto predileto
Do casal de namorado.

Salomão grande comerciante
Reclamava muito do calor
Tinha um grande auxiliar
Era o simpático Manoel Nailor.

Italianos em grande número
Em Oriximiná vieram se instalar
A preferência o ramo comercial
O forte de Oriximiná.

Nicolau Mileo e Felício
Também aqui se instalaram
Com comercio e pecuária
Logo, logo prosperaram.

Felício solteiro e atraente
Simpatizou com uma moça linda
O casório não demorou
E desposou a Tia Florinda.

Os filhos foram nascendo
Sempre com muita alegria
Gonzaga apareceu
E logo levou a Ana Maria.

Francisca Rosa a caçula
Ao estudo se dedicou
Possui um conceituado consultório
Em dermatologista se formou.

Trombetas, o Rolo Compressor
Em campo era muito respeitado
Cavalo, Surubim,Cleber, Baranda
Ary, Trico, Edilberto, Augusto Carvalho.

Independente o terrível Pantera
Sua torcida ganhava no grito
Joao Raimundo, Sabará, Margó, Didico
Sebinho, Izaltino, Pedrinho e Palito.

Santo Antonio o Verde da cidade
Mostrava sempre o que
Com jogadores maravilhosos
Padre Antonio, Paraguaio e o Bené.

Lembro ainda de outras feras
Que de fora não poderiam ficar
Brazinho, Caiarara, Hilarinho
Sapita, Léo, Dezizé e Tracuá.

Guilherme, Olimpio e Abelardo
Raul, Eládio e Luiz Azedo
Era o imbatível no voleibol
Que a todos metia medo.

Pra saber de novidades fresquinhas
Não precisava ler no papel
Devia ir direto à fonte
Tapuio dono do hotel.

Mariano assíduo e fervoroso
Demonstrava sempre muita fé
Exemplo a ser seguido
Era o amigo Deziré.

Bancrévea em frente à Igreja
Às 22 horas orquestra começa tocar
Frei Elizeu manda dobrar o sino
Para a festa não começar.

Foi um corre, corre na cidade
Para a praça todo mundo acorreu
Logo formou uma multidão
Querendo saber se o PAPA morreu.

Durante a festa do Padroeiro
Muito brinquedo até de papel
Tem até Parque de diversão
Vem na lembrança o nosso CARROSSEL.

Já dei a arrancada
E ponha a cuca pra funcionar
Se lembre de algo mais
E assim RECORDANDO completar.

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